terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Escrotidiano

Rotina básica: acordar, fazer a toalete, montar meu pão, deixar na torradeira, fazer revista aos viveiros, voltar, ligar a torradeira, torrar o pão, comer o pão.

Esse tempo entre preparar um pão árabe e voltar dos viveiros é o tempo em que minha mãe faz o café, coisa que ela faz inegavelmente melhor que eu. Então há uma certa sintonia na coisa. É ela quem faz, e eu me reduzo à minha inferioridade caféico-produtora.

(Por enquanto, um dia eu farei tão bem quanto. Mas pratico em outras horas do dia. De manhã, não suporto beber meu próprio café, que oscila entre água de batatas e expresso esquecido evaporando ao sol e elevado à super potência. Você fica tuntz-tuntz-tuntz com esse.)

Mas meu passarinho é cheio de amor. Não por mim, é claro, mas pela minha mãe. E ele também AMA deixar claro que eu não sou bem vinda na cozinha DELE. O que ele fez com meu pão:




Se apenas o infeliz soubesse que fui EU quem o trouxe pra casa do inferno em que ele vivia, e lembrasse que fui EU quem me embrenhei no meio da mata pra salvá-lo no dia em que ele fugiu, quando todo mundo já havia desistido, então talvez ele tornasse nossa convivência mais suportável. Mas acreditem, ele não lembra. Então a gente tem que ficar brincando de beisebol pela casa todo santo dia. Minha mão é o taco, e ele é a bola. Um luxo.

5 comentários:

junior disse...

Oi Paula (é Paula né?),
Legal a sua visita ;-)
Você tem pássaros? Quantos? Meu pai nunca nos deixou ter pássaros em gaiolas ou viveiros, mas aqui perto te casa tem vários (verdinhos) que vivem soltos, sempre tiro fotos. rs
Bom, até mais. beijo

aftamata disse...

o que mais me impressionou nessa história de jogar george foreman grill no chão foi o estado que ficou uma simples torrada!

Carlota Polar disse...

Junior?

Minha visita? Desculpa, mas não sei quem é você. o.O

Sim, tenho pássaros, mais ou menos uns 100, em viveiros bem grandes. Acho muito legal seu pai não deixar vocês terem pássaros. Acho o confinamento uma crueldade. O que temos aqui é bem diferente: animais de criatórios licenciados, nascidos em cativeiro, que iriam provavelmente pros espaços apertados que não me conformo, mas que são comuns de ver. Então procuro dar a eles uma vida mais próxima da "normalidade" possível, em espaços aonde possam voar e fazer bandos. Tirando o Bob, esse que fez isso aí, que acha que é gente e se recusa a conviver com os demais. =B

Err... até mais, então.

Anônimo disse...

CARA!!! Isso foi o que fala cocota??? Eu tenho uma foto com ele (medo), de quando ele ainda era bonzinho! Então quer dizer que o bicho não se bate mais contigo, han?

Anônimo disse...

Ah, ps: É o Luiz, de Ita, só que eu não tenho conta nessas mudernidades, hahahahaha! bjoooos

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paula.groff@gmail.com

Fuça aew, lesk