sábado, 29 de março de 2008

The scent of your skin and some foreign flowers



If I could through myself
To set your spirit free
I'd leave your heart away
See you break, break away
Into the light
And to the day

But something good can do much harm, and good may kill for your embrace.

Estou sufocada, não sei como voltar atrás. Não sei se volto a esse blog, afinal, de que serve pra alguém uma coisa que virou lamento pessoal e depósito de viadagens minhas?

Tudo o que eu estou sentindo um dia vai passar, tem que passar.
Mas... e se não passar?

Tentei o suicídio hoje. Comi paella. Sou alérgica e detesto. Não sei aonde eu estava com a cabeça, mas parei a tempo, porque tava ruim pra caralho. Depois, senti impulso de tomar um porre. Como nunca bebi, segundo um amigo, seria receita pra apagar. Mas como boa masoquista emocional que sou, meu lance é sofrer a seco. Fora isso, ia acabar batendo em alguém. Depois, fui ARRASTADA prum lugar, doente, esquisita, sombria, zumbi. Lá achei meu remédio: sumo de limão. Pedi pra me espremerem alguns num copo. "Açúcar ou adoçante, hein?" "..." "Nenhum dos dois, hein?".

Essa é a minha mais nova descrição do orkut, e acho que resume perfeitamente:
"A imagem que tenho de mim é a de uma Dona Feroz muito da faladeira, com um talento nato pra dizer as maiores barbaridades.

Mas, como disse, essa é só a imagem que tenho de mim. Posso estar redondamente enganada. Ainda assim, não saia me adicionando. Não seja meu amigo.

"Alguns são tidos como corajosos só porque tiveram medo de sair correndo."

Eu vou mais além. Consigo ser covarde quando fico e digo o que tenho a dizer (a história lá, das barbaridades), e logo depois sou covarde de novo e saio correndo, de medo do ricochete. E ao invés de fazer o bem que pretendi na hora, ao dizer as barbaridades, porque eu era a tal amiga e precisava ser fiel à porra da minha consciência, tudo o que eu faço é deixar a pessoa sozinha na chuva, no meio do tiroteio, quando era tudo que eu não queria.

Não sei ser amiga. Quando estou presente posso ser ruim, quando me ausento sou definitivamente pior. Acho que eu não presto pra essas coisas, afinal."


Talvez eu não deva voltar, mesmo. E poupar vocês da minha dialética nociva. Seria meu primeiro grande serviço à humanidade. Não sei de nada, e escrever aqui é fingir que sei.

Um dia, quem sabe, eu soube.

6 comentários:

Anônimo disse...

(q emo...)

Crisóstomo, C.S. disse...

Espero que...

...não, que não seja tão radical assim.

Rita Kramer disse...

Nem sonhe em acabar com essa merda aqui.
Irei pessoalmente a Búzios enfiar um caldeirão de paella por sua goela abaixo.
Pode apostar.

disse...

Mas se acabar, como eu vou dizer que queria acreditar na tua frase mas não sei se é ironia? "Vamos ser superamigas?" antes que essa merda acabe?

Enxerguei olhos Carolinescos nas tuas palavras e, juntando a Anna, parece que as mulheres inteligentes que eu conheço estão em crise.

Ponto para nós.

Acompanho teu blog desde o dia da foto do RG, mas sempre te poupei dos meus comentários e besteiras. Além do que, isso iria te levar ao meu blog, o que te levaria a me desconsiderar tão logo lesse um dos post "estou em crise oh yeah babe fuck it". Exagerei.

Mas, guria, não estou inteligente o suficiente pra te responder à altura. Só quero te dizer que ovulei [2] ao ler teu comentário.

Rafael Formiga disse...

Tô com o povo aí acima, mas sem ovular.

Яσьεяτα disse...

Olá, passando pra fuçar um cadim.
Bjs

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paula.groff@gmail.com

Fuça aew, lesk