sábado, 7 de junho de 2008

Carta de um homem sensato ou Home Made Speech

Muito empostado, mas com um toque de amadorismo ao final,
eu sou um discurso feito em casa.

Consigo sentir o magnetismo de minhas palavras abraçando aos à minha volta, como uma camada de chumbo espesso tornando a próxima palavra a detentora do potencial de salvar vidas. Parar enchentes. Trazer luz ao mundo.

E aí morre.

Olho com horror para o fato que meu engodo não esperava uma recepção tão imensa, e por isso não foi tão bem treinado assim. Aplausos, rompantes arrebatados repetindo minhas palavras começam a transpirar o cheiro de feijão caseiro. Não havia nada de sublime, não fora feito para ser sublime (ok, talvez um pouco), mas agora está ecoando no coração dos homens, é tarde demais. E depois acham estranho que eu tenha saído às ruas gritando, "Eu sou uma farsa! Eu sou uma farsa!"

Estranhos são vocês, por beberem minhas palavras tão amaturas.

3 comentários:

Jean disse...

Atrair o conciente (( origem do espirito critico e analitico da razão )) é bonito e não é fàcil...
sumidinha..

Clá disse...

Eu sou uma farsa.

Rafael Formiga disse...

Uma farsa?

Duvido.

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