terça-feira, 8 de julho de 2008

Das Aleatoriedades ou É egoísmo do bem, chuchu.

Você recebeu um livro.

Eu torço pra que você possa parar pra pensar: Por que eu? Espero, primeiramente, que você não seja um cínico ou um adepto do caos. Seja cínico com as coisas ruins que te acontecem, não com as boas. Você acaba de receber um livro de alguém que não faz a menor idéia de quem você porventura seja. Por que você? Não sei. Por que razão? Porque existe uma ordem de pessoas que gostam do bem da mesma maneira que algumas cultuam o mal. Já reparou no quão trabalhoso é para um serial killer? É sério, pense. É arriscado, é custoso, demanda tempo e planejamento, e pra quê? Qual é a recompensa a estes? O que os move para fazerem o que fazem?

Talvez eu nunca entenda, mas sei como é estar no exato oposto. Fazer algo bom se encerra em si, ou ao menos deveria se encerrar. O prazer que sinto em deixar esse livro aqui pra você não tem relação com quem você seja, se você vai ler ou não, se você 'merece' ou não recebê-lo.

O que me importa é a certeza interior do quanto eu quero que esse livro te faça bem. Não tem a ver com retribuição. Minha recompensa eu já tenho.

07/06/08, Paula.


Essa é a carta que vai junto com o meu primeiro Livro Livre. Entendam que porra é essa, pois. Foi Marconi, o notável, quem me mandou um e-mail com esse link, e achei uma coisa das mais aleatórias e interessantes que já vi, tanto que resolvi me cadastrar. Assim acabam meus problemas com possíveis decepções com empréstimos nunca retornados e com doações para pessoas que caíram no meu conceito depois. Quanto a esses pequenos percalços, o que tenho a dizer é que a minha sorte foi nunca ter me iludido ou perdido meu tempo achando que pessoas poderiam ser melhores que livros. Sou muito mais ter fé na aleatoriedade e já ter total desapego pelo rebento de celulose desde o início, do que me importar se vou vê-lo de volta ou se a pessoa que o lerá vai gostar ou não.

Ah, e o primeiro livro, que vai com a etiqueta do LivroLivre e com a mensagem do início dentro é o Um Barril de Risadas, Um Vale de Lágrimas, do Jules Feiffer, que já foi mencionado aqui em tempos remotos. Eu tinha outro exemplar na estante na esperança de alguém digno pra doação aparecer, mas que agora vai servir de cobaia no experimento. Ah, Feiffer! Sorte na virada, mermão.

5 comentários:

Clá disse...

Tô com vergonha.
Sabe aquelas coisas legais que você ouve falar e diz "vou fazer" e fica adiando, adiando? Pois é.

Paula Groff disse...

Tenho a impressão de que distribuir livros em português em DALLAS não seriam de muita serventia. Então, adie.

Adie pra nossa corrida juntas na MooOooOca. Vamos escolarizar paulistas, americanos são caso perdido.

PERCONSEITOUOSA SIM IDAI

Marcos disse...

gemte, adoray a ideia, vc havia me expicado, acho digno de um livro viajar e clarear mentes que talvez nunca atinjamos!
vc sempre com essas ideias indies autruistas AHAZA!

bjos minha diva!
sabe que te amo

martw_999 disse...

*-* perfeito.
Pode deixar... eu vou aderir e espalhar essa idéia.
Sendo que estou pensando, será que devo gastar R$36 num novo exemplar, ou simplesmente abandonar o meu querido?

martw_999 disse...

Meu amigo Raul(?) disse que vai fazer uma experiência.
Ele vai abandonar uma Bíblia, um Alcorão e um Torá e vai ver qual circula mais.

Contato

paula.groff@gmail.com

Fuça aew, lesk