Ok, pronto.
Dois cds que me deixaram besta hoje:
1)Richard Hawley - Coles Corner
Eu só não sei como nunca ouvi falar desse cara. Como ninguém parece ter ouvido falar desse cara. Ele não é nenhum som bisonhamente experimental, ou algum finlandês pegando carona na onda indie onde qualquer merda tá valendo, a era onde não é preciso ouvido musical, e sim estômago musical, do tipo "quanto mais você agüenta, mais indie você se torna". Não é nada disso. É só alguém que, por alguma razão esdrúxula (ou completamente sem razão) parece estar passando despercebido. Não sei, talvez se ele tivesse um desses nomes caralhastróficos para dar a uma criança, mas ótimo para ser músico ou político - já reparou que esses últimos têm nomes escrotíssimos? - ele estivesse muito mais em evidência, hoje. E o sujeito nem é novo, tem bastante estrada e está em atividade.
Voz do caralho, faixas maravilhosas. Um Johnny Cash mais doce, um Roy Orbison menos meloso, um M. Ward menos maluco. Um meio termo dos três incrivelmente bom, e ainda assim com um estilo todo próprio. Então clica ali no título do álbum se você acredita em mim, e comprove por você mesmo.
e
2) Gabo - Canciones que un hombre no deberia cantar
Estou APAIXONADA por esse músico, que canta em - irc - espanhol, pois é de nacionalidade... argentina. É.
Bizarro pra você? Então ouve só. O título do álbum já diz bastante coisa, e o cd segue fiel ao nome. A primeira faixa que ouvi foi el amigo de mi padre, que conta a história do amante do pai do cara. É.
E o Gabo... saiu de uma banda de heavy-metal argentino chamada... PORCO. É.
A essa altura, qualquer um achará que eu estou maluca.
Mas espere só até a voz dele te embalar, antes de soterrá-lo embaixo de uma avalanche. É a primeira vez em muitos anos que algum músico de língua espanhola me conquista assim. Apesar do nariz torcido para a Argentina. Apesar do horror a um ex-metaleiro. É. O sujeito é muito, mas muito bom.