domingo, 2 de maio de 2010

Divagações

Às almas naturalmente livres não é possível ensinar mais do que se aprende com elas. Quanto mais medíocre uma pessoa é, mais absorve ou repele, ao passo que a alma livre troca. Nada é mais bonito que a elasticidade de um espírito; ela promete esticar-se a distâncias pouco imaginadas, sem com isso deixar de ser capaz de voltar ao início para ensinar aos que ficaram, ou apenas para observar a vista. A calma que essas almas únicas têm abrigam turbilhões, pois que percorrem extremos com grande facilidade, como se fossem apenas cômodos de uma mesma casa.

2 comentários:

Henrique Tonin disse...

Acho que já esgotei minha criatividade para elogios. Não lia nada seu há muito tempo, e percebi que o que escreve se tornou ainda mais incisivo e poético (se é que dizer "mais" faz algum sentido, porque isso é tão sutil que não admite nehuma insinuação de crescimento quantitativo)

Silvana Costa disse...

Primeiro Post seu que vejo, peimeira visita, e sou obrigada a comentar... Sabe como é, não quero correr o risco que lhe faltem elogios. Bonito o que você escreveu, esse viver flexivel do espirito livre (livre para subjetivar e ser subjetivado) - enfim, falta de palavras é um problema... Tive a sensação (desses feeling loucos que se dão na gente) de que você não disse algo mais que queria dizer. Vai entender?
É.. É isso aí... Espero que continue nessa jornada literária...
Abraços.

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